Alertou o Fundo Monetário Internacional nesta terça-feira ( 11/10) que a economia global está um pouco mais próxima da recessão, na qual países desenvolvidos cairão em 2023.
A previsão do crescimento para 2022 em percentual que já mudou três vezes esse ano, mas que baixou pela quarta vez suas expectativas para 2023, agora de 2,7%. É o crescimento mais fraco desde 2001, com exceção da crise financeira global da fase aguda da pandemia do covid-19, que mostra uma desaceleração significativa nas maiores economias.
A principal dificuldade é a inflação, que afeta economias desenvolvidas. A desaceleração afeta os países mais ricos, a começar pelos Estados Unidos, que cresceram apenas 1,6% em 2022, ante os 2,3% previstos em julho. E em 2023 pode ser ainda mais difícil, com 1%.
Para a China, a segunda maior economia do mundo, 2022 será o pior ano em mais de quatro décadas, com exceção da pandemia de 2020, com previsão de crescimento de apenas 3,2% que subirá em 2023 para 4,4%.
Apesar desse contexto global sombrio, apenas algumas regiões estão melhorando. Como é o caso da Rússia, cujo a economia suporta o peso das sanções impostas pelos Estados Unidos e pela União Europeia por ter invadido a Ucrânia. Este ano terá uma contração de 3,4%. As previsões para a América Latina e Caribe também melhoram, com um crescimento de 3,5% devido a uma atividade mais forte do que o esperado no primeiro semestre. Brasil e México, primeira e segunda economias regionais, respectivamente, crescem menos que a média regional, mas se saem bem em comparação com outras nações emergentes.
O efeito de 2022 será sentido em longo prazo. A única coisa positiva de um relatório que exala preocupação é a previsão que a inflação cairá a partir do final deste ano até atingir um nível comparável ao de 2021 (4,7%) no último trimestre de 2023.