O festival que está na boca do povo nos últimos dias é o Rock In Rio, surgido em 1985 e idealizado pelo Roberto Medina, trouxe, em sua primeira edição, nomes como Freddie Mercury, vocalista do Queen, e Ozzy Osbourne, o famoso Príncipe das Trevas do Rock n’ Roll. Roberto Medina sempre sonhou em fazer algo grandioso em relação a música, porém as circunstâncias nunca foram favoráveis, inclusive até seu pai, Abraham Medina, disse várias e várias vezes que essa ideia nunca iria para frente, mas o que motivou ele a não desistir foi um encontro inesperado com três jovens que disseram a ele o quanto eles estavam ansiosos pro grande festival que estava por vir. Vale pontuar, que no mesmo dia ele tinha uma reunião em que decidiria o futuro do projeto, se cancelaria ou não.
Desde o princípio, o projeto tinha como meta se tornar o maior evento de música do planeta, porém, apesar de parecer um plano megalomaníaco, o Roberto sempre entendeu do assunto quando se trata de quebrar recordes e criar novos parâmetros, pois em 1980 ele trouxe Frank Sinatra para o Brasil, lotando o Maracanã com mais de 170 mil pessoas, e quebrando a marca de show musical com maior público pagante.
Muitas pessoas quando pensam no Rock in Rio de forma mais saudosista sempre lembra ou remete diretamente ao Queen e infindavelmente à figura do Freddie Mercury que participou do festival em sua primeira edição, de 1985, e, muitos devem pensar que a banda recebeu o maior cachê de toda a história do evento, porém quem detém essa marca são os cantores George Michael, dono do hit mundial “Careless Whisper”, e Prince, dono de outro grande hit “Purple Rain”.
Outra curiosidade interessante são as durações dos shows, os headliners, que são os shows de maior audiência e nome, normalmente duram pouco mais de uma hora, mas como sempre alguns ultrapassam esse tempo, como foi o caso do Bruce Springsteen, em 2013, e Guns N’ Roses, em 2015, que passaram das três horas de show. Além disso, também têm aqueles que duram pouco tempo, que foi o caso do cantor Lobão que durou pouco mais de seis minutos no palco, por conta da hostilidade de parte da plateia.
Hoje em dia, muito se comenta sobre a ausência do rock no Rock in Rio, o que chega a ser cômico, certo? É evidente que hoje em dia existe uma diversidade de gêneros musicais muito maior, isso se deve muito ao fato da maior quantidade de espaços e palcos novos que foram integrados ao evento, como o Espaço Favela, o Palco Sunset etc. Além de que o festival busca agradar os mais diversos paladares musicais e atrair muito mais pessoas, por uma questão comercial de fato, porém é importante lembrar que desde o princípio o evento trouxe muito mais do que apenas o rock. Vale citar que na primeira edição tivemos nomes como Djavan, Ney Matogrosso, Elba Ramalho, Alçeu Valença e Gilberto Gil, artistas que certamente não figuram no contexto do rock, mas que com certeza contribuíram com sua musicalidade para o festival, independente de gênero.
Com isso, é preciso abrirmos a mente e aproveitarmos a música que está tocando no maior festival de música do mundo, e que teve o Brasil como berço, o Rock in Rio.
Imagem: Veja